julho

sempre eliminei as evidências. não deixo as migalhas no caminho de pão que desenho no chão.
não é como se possuísse um álbum repleto de velhas lembranças, a que me reportar quando aflito de saudades.

entenda então se por vezes esqueci de teus olhos, se esqueci que eram negros e que olharam pra mim em uma noite fria de julho.

me perdoe por julho.

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