A Cadeira.

Posted in Uncategorized by Vinícius . on julho 25, 2009

Seus dedos firmaram-se em alguma parte da cadeira quando você me destroçou com palavras que eu não ouvia, e eu, ignorante de sua traição verbal, bocejava na ausência tua. Queria regurgitar cada palavra velha e mentirosa, que tanto me dizias, e saborear a tua presença, forte, em tais.

Ando agora pela casa, tentando rastrear teu cheiro, farejar teu assento, esperando encontrar nele ainda teu calor, pra dormir em paz por uma noite, sem lembrar que todos os nossos dias foram chacinados.

Eu te tinha em resguardo e carência, o tempo todo. Hoje te exponho aos meus brados de nojo, pra ver se teu olhar inabalável ainda guarda algum resquício do personagem que para mim, e só para mim, vestias.

Tolo sou, eu sei, porque tenho a plena certeza de que me entregaria efusivamente à simples possibilidade de  te encontrar ainda intacto em qualquer palavra escorregadia.

As frases já não têm o mesmo efeito, nem a melodia. Te odeio tanto ou mais do que um dia te amei. Saiba do meu ódio por estas poucas palavras, já que meu amor foi escrito em rolos e mais rolos de puro pergaminho.

Eu te tinha em resguardo e carência, o tempo todo. Hoje te exponho aos meus brados de nojo, pra ver se teu olhar inabalável ainda guarda algum resquício do personagem que para mim, e só para mim, vestias.

Tolo sou, eu sei, porque tenho a plena certeza de que me entregaria efusivamente à simples possibilidade de encontrar ainda intacto em qualquer palavra escorregadia.

As frases já não têm o mesmo efeito, nem a melodia. Te odeio tanto ou mais do que um dia te amei. Saiba do meu ódio por estas poucas palavras, já que meu amor foi escrito em rolos e mais rolos de puro pergaminho.

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Anéis.

Posted in Uncategorized by Vinícius . on julho 5, 2009

Precisava de tanto como bengala, de tanto como estribo. Hoje, apenas de anéis. Prendo a alma e o corpo neles, fazendo recuar cada palpitação.  Amarro-me ao que me consome, e isso basta. Não tenho mais as amarras, e nunca mais as terei.