Posted in Uncategorized by Vinícius . on maio 28, 2010

Eu não quero ouvir nada, nada, nada.

Quando você diz que o tempo passou, eu não quero escutar.
Quando você diz que a carta de amor já é velha, não há páginas amarelecidas que me convençam. Eu não quero ouvir nada, nada, nada.
Não tenho ouvidos pra quando você me diz que dia é hoje ou que nossos cabelos cresceram.
Não quero saber de que horas são, de quando foi a última vez que eu disse que te amava. Eu não quero ouvir nada, nada, nada.
Eu só quero voltar e tirar uma linda foto com você, dizer que te amo de hoje para sempre.
As cobertas estão quentes e o lado esquerdo vazio.
Afora isso, não quero ouvir nada, nada, nada.

Eu não quero ouvir nada, nada, nada.

Quando você diz que o tempo passou, eu não quero escutar.

Quando você diz que a carta de amor já é velha, não há páginas amarelecidas que me convençam. Eu não quero ouvir nada, nada, nada.

Não tenho ouvidos pra quando você me diz que dia é hoje ou que nossos cabelos cresceram.

Não quero saber de que horas são, de quando foi a última vez que eu disse que te amava. Eu não quero ouvir nada, nada, nada.

Eu só quero voltar e tirar uma linda foto com você, dizer que te amo de hoje para sempre.

As cobertas estão quentes e o lado esquerdo vazio.

Afora isso, não quero ouvir nada,

nada,

nada.

Posted in Uncategorized by Vinícius . on maio 18, 2010

Te deixei como quem deixa um bilhete ainda não premiado,

ou o bote num naufrágio.

Eras o ar deste afogado.

Não.

Eras, em verdade, o sorriso de quem sofre, a dor de quem ganha, a mentira de quem perde.

Como crer no teu sorriso,  teus dedos nos meus, nos teus lábios tão limpos?

Quando choro não estás a sorrir.

Quando no espaço vazio, teus dedos nos meus, não estão.

Quando minha língua percorre lábios amargos, não estão os teus a ser limpos.

Quando sozinho, não estás.

Quando temo, não vês, nem sentes.

‘Eu precisava dizer que te amava,

te perdi sem engano’

mas não ordeno.

Posted in Uncategorized by Vinícius . on maio 1, 2010

E agora vens,

reclamando meus sorrisos;

peçonhento, pedindo por carícias;

feito lembranças do café da manhã passado;

diminuído tal qual meu amor por ti;

querendo na pequena caixa que ainda leva teu nome, caber;

pretensioso de extravasar o frágil papelão que te reprime, em mim.

Pedes por mim, feito bebê faminto

feito Teseu pelo sangue do minotauro

feito meus lábios por tua língua.

Vá, imploro

rogo

suplico

mas não ordeno.