Posted in Uncategorized by Vinícius . on julho 24, 2011

Mãos no meu cabelo, ele atravessa salas proibidas. Passos lentos no ritmo dos olhos tristes, crava os pés ao meu lado, postura desleixada, mergulhado em fumaça. Carrega nos 0lhos a mesma dor que abraça meu passado.

No cômodo quieto de certezas, procuro pontos brilhantes na parede vazia, a mão arrastada no conforto da solidão. Dou dois passos excessivos de vontades, um de volta à razão.

Com toda a paz do mundo, eu quero lhe presentear. Os olhos escorregadios que não consigo segurar, eu tento consertar.

Posted in Uncategorized by Vinícius . on julho 17, 2011

A língua invadia os cantos vazios da boca saudosa, enquanto pelos rebeldes roçavam em agonia bruta na pele latejante. Gotas dos olhos vertendo, o despencar do alvoroço sedento. O estômago rompido em medo inesperado, as mãos contorcidas em gestos empolgados. A parede era fria e, depois dela, nada mais havia. Tudo era beijo, vertido em velocidade nunca antes ultrapassada, a cabeça em voltas – sanidade violada.

Ele, jovem de beleza vigorosa, projetada para o alto, além do céu. Os olhos negros conferiam aos seus disparates amortecimento extra. As ideias querendo alterar o imutável, numa vibração musical e exterminadora de qualquer comodismo.

O choro, em algum lugar entre estômago e coração, era violento agressor de qualquer máscara de autossuficiência.

[ inacabado. precisava ser publicado, mesmo assim. ]